segunda-feira, 25 de julho de 2016


Lei trabalhista pode mudar ainda este ano

Lei trabalhista pode mudar ainda este ano

Possíveis mudanças na CLT deve gerar queda de braço entre o governo e as centrais sindicais
Possíveis mudanças na CLT deve gerar queda de braço entre o governo e as centrais sindicais Foto: Arquivo
Bruno Dutra
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O governo federal pretende, até o fim do ano, enviar ao Congresso Nacional uma proposta de reforma trabalhista, que mexerá diretamente com as vidas dos trabalhadores. Entre as sugestões em estudo, a mais polêmica seria a de aumento da jornada semanal de 44 horas para até 60 horas. A ideia chegou a ser levantada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mas gerou polêmica, o que foi suficiente para um rápido desmentido da instituição.
Pelas propostas em discussão, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), as férias, a contribuição mensal para a Previdência Social, o 13º salário e a licença-maternidade, entre outros direitos, continuariam existindo, mas seriam flexibilizados. Patrões e sindicatos poderiam negociar, por exemplo, o parcelamento do abono de fim de ano e a redução do intervalo de almoço de uma hora para 30 minutos, mas com alguma contrapartida oferecida para os empregados.
— Não aceitamos os parâmetros desta reforma e vamos lutar contra quaisquer perdas de direitos trabalhistas — disse João Carlos Gonçalves, secretário-geral da Força Sindical.
Hoje, o número total de desempregados no Brasil é de quase 11,5 milhões de pessoas, o que representa 11,2% da população, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Neste cenário, a CNI defende mudanças nas leis, para que o mercado de trabalho cresça e seja mais competitivo.
— Não queremos tirar direitos. Apenas consideramos que a modernização das relações de trabalho é um dos avanços fundamentais para a melhora do ambiente de negócios brasileiro — disse Alexandre Furlan, presidente do Conselho de Relações do Trabalho da CNI.
Para o presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, Germano Siqueira, a discussão precisa ser feita com cautela:
— Desestruturar a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) pode ser perigoso. É fato que é preciso discutir a questão trabalhista no país, mas com a participação de todos os setores.
Terceirização causa polêmica
Apesar de a reforma não ter seus critérios totalmente estabelecidos, algumas propostas de mudanças já tramitam no Congresso Nacional. Um dos projetos trata das terceirizações. Aprovado na Câmara dos Deputados, o texto parou no Senado, e o governo federal quer que seja votado ainda neste ano.
Atualmente, uma súmula do Tribunal Superior do Trabalho (TST) prevê que as empresas só podem subcontratar serviços para o cumprimento das atividades-meio, não as atividades-fim. Ou seja, uma universidade particular pode terceirizar serviços de limpeza e segurança, mas não contratar professores sem vínculos empregatícios diretos com a instituição.
O projeto pretende mudar essas contratações, permitindo que terceirizados ocupem as atividades-fim, ideia combatida pelas centrais sindicais.
— A terceirização quer transformar as empresas em lugares onde ninguém é contratado formalmente, e isso minará as vagas dos profissionais especializados. Pode criar uma espécie de subcontratação de trabalhadores, que ganharão pouco e não terão benefícios — disse João Cayres, secretário-geral da CUT-SP.
A escrevente Simone Moreira, de 43 anos, vê completo retrocesso nos direitos conquistados
A escrevente Simone Moreira, de 43 anos, vê completo retrocesso nos direitos conquistados Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo
Acho que só vamos viver para trabalhar, diz a escrevente Simone Moreira
“Todas as propostas de reforma soam como um grande retrocesso. Propor mais horas de trabalho durante a semana para quem já trabalha oito horas por dia é completamente desumano. Se isso acontecer, só chegaremos em casa para dormir. Viveremos apenas para o trabalho. Sinceramente, vivemos um tempo de completo desgoverno e, se essa reforma for aprovada como está sendo pensada, não vejo nenhum horizonte positivo para os trabalhadores”.


Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/economia/lei-trabalhista-pode-mudar-ainda-este-ano-19769601.html#ixzz4FPkn5Bpu

Reunião na est do pré

Obrigado aos amigos e moradores do bairro Sta Helena que participaram da reunião na estrada do Pré. Hi

Após matar ex-mulher e ferir filha, policial comete suicídio na Zona Oeste do Rio

Após matar ex-mulher e ferir filha, policial comete suicídio na Zona Oeste do Rio

Após matar ex-mulher e ferir filha, policial comete suicídio na Zona Oeste do Rio

Casal costumava discutir por ciúmes, afirmou vizinho Foto: Reprodução / Facebook
Cíntia Cruz
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(ATUALIZAÇÃO) Às 19h10m deste sábado, a Polícia Civil retificou a informação de que a mulher assassinada pelo sargento da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), em Cosmos, na Zona Oeste do Rio, seria sua esposa. Segundo o novo informe, Ingrid da Silva Martins é ex-companheira do policial Vicente Gouveia Ferreira. Já a Polícia Militar disse que o policial atirou "contra uma mulher com quem tinha uma filha de três anos".
O militar matou Ingrid e, em seguida, se matou. O crime aconteceu num imóvel, na Rua Doutor Renato Vasconcelos, comunidade Vila do Céu. Segundo moradores do local, Ingrid estava na porta de um salão de cabeleireiro ao lado de sua casa, conversando com a amiga, proprietária do estabelecimento, quando o policial chegou. O sargento entrou na casa, mas saiu logo depois e chamou a mulher. Minutos depois de entrarem, ele matou Ingrid e cometeu suicídio.
Segundo a Polícia Civil, a filha de 3 anos do casal foi atingida por estilhaços na perna, mas passa bem, tendo sido socorrida pelos bombeiros. Uma perícia minuciosa foi realizada no local. O policial era lotado na UPP Jacaré, Zona Norte do Rio.
Leia a nota da Polícia Civil na íntegra:
De acordo com informações da Delegacia de Homicídios da Capital - DH, hoje, 23 de julho, na Rua Dr. Renato Vasconcelos, Cosmos, Campo Grande, Ingrid da Silva Martins foi morta pelo ex-companheiro Vicente Gouveia Ferreira, sargento da polícia militar lotado na UPP-Jacaré, que em seguida cometeu suicídio. A filha de três anos do casal foi atingida por estilhaço na perna, mas passa bem, tendo sido socorrida pelos bombeiros. Perícia minuciosa foi realizada no local.
Leia a nota da Polícia Militar na íntegra:
Policiais do 40º BPM foram acionados na manhã de hoje (23) para conferir uma ocorrência de homicídio seguido de suicídio, no bairro de Cosmos, Zona Oeste da cidade. Segundo informações, um policial militar (segundo sargento), lotado na UPP Jacaré atirou contra uma mulher com quem tinha uma filha de três anos. Em seguida, o policial atirou contra si mesmo. Ambos foram encontrados mortos pelos policiais. A filha do casal teve ferimentos leves na perna causados por estilhaços, e foi medicada no Hospital Municipal Rocha Faria. O local foi isolado e a DH acionada para perícia e retirada dos corpos.
Casal estava junto há cerca de seis anos